quinta-feira, 20 de março de 2008

Erros na obra causou acidente da Linha 4 do Metrô. Deputados da oposição estariam certos?


O Ministério Público Estadual (MPE) tem provas documentais e testemunhais de que a execução da obra da futura Estação Pinheiros – Linha 4 do Metrô, na zona oeste de São Paulo, não seguiu as determinações dos projetistas. As informações constam de reportagem do jornal "O Estado de São Paulo", de 20/03/2008.

Em 12 de janeiro de 2007, o desabamento de parte do canteiro de obras deixou sete mortos e 230 desabrigados. Desde então, os deputados da oposição ao governador Serra na Assembléia Legislativa, solicitam respostas do governo do Estado. Os deputados e diversos órgãos de imprensa haviam denunciado que a fiscalização da obra fora afrouxada pelo Metrô, que alegou inicialmente não ser de sua responsabilidade.


A reportagem informa que "o Ministério Público e o IPT revelam pelo menos três desconformidades em relação ao projeto original da Estação Pinheiros: inversão no sentido da escavação do túnel sob a rua Capri; discrepância entre os registros diários de obra e o que foi encontrado pelos técnicos durante a investigação e possível aceleração do ritmo de construção da estação". A reportagem lembra, também, que até agora ninguém foi punido, mas registra a afirmação do promotor Arnaldo Hossepian Júnior: "Não vou responsabilizar as pessoas (do Consórcio ou do Metrô) a qualquer custo, mas vou responsabilizá-las, custe o que custar".

Os deputados petistas tentam protocolar pedido de CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, no entanto, o governo pressiona os parlamentares da base aliada para não assinarem o pedido. Até o momento, apenas 24 deputados assinaram o pedido para abertura da CPI do Metrô e o número mínimo solicitado é de 33 assinaturas.


Diante das primeiras conclusões do Ministério Público fica a pergunta: estariam os deputados da oposição certos? Desde o primeiro momento, eles questionaram que a mudança no método construtivo da obra para barateá-la e apressar sua conclusão teriam causado o acidente. Nove pessoas morreram, os responsáveis não podem ficar impunes.

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