sábado, 26 de abril de 2008

Salário mínimo em São Paulo tem três valores diferentes


O projeto de lei 180/2008, de autoria do Executivo, que dispõe sobre as faixas de piso salarial regional no Estado de São Paulo será debatido em audiência pública na próxima terça-feira (29 de abril), às 14 horas, no auditório Franco Montoro, na Assembléia Legislativa.

Enviado à Assembléia pelo governador Serra, o projeto estabelece três níveis de piso salarial para os trabalhadores do Estado – R$ 450, R$ 475 e R$ 505. (leia abaixo quem são os beneficiados em cada faixa)

A audiência foi proposta pela Bancada do PT que quer propor o piso único de R$ 505 para todos os trabalhadores e uma política de reajuste. Outro ponto questionado pelos petistas é o fato do projeto do governador José Serra não incluir, no piso regional, os servidores públicos estaduais. “Entre as categorias dos servidores estaduais há salários-base que giram em torno de R$ 80”, explica o deputado Hamilton Pereira (PT), que é autor de uma emenda que visa estender o valor de R$ 505 para os servidores públicos.

Participarão da audiência, o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos; o presidente da CUT estadual, Edílson de Paula Oliveira, e um representante do Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), além de deputados.

Trabalhadores têm pisos salariais diferentes

Pelo projeto de lei do governador que será debatido, o piso de R$ 450 atinge os trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais, pescadores, contínuos, mensageiros e trabalhadores de serviços de limpeza e conservação, trabalhadores de serviços de manutenção de áreas verdes e de logradouros públicos, auxiliares de serviços gerais de escritório, empregados não-especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos, cumins, barboys, lavadeiros, ascensoristas, motoboys, trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais e trabalhadores não-especializados de minas e pedreiras.

O segundo piso de R$ 475 beneficia operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais, de máquinas da construção civil, de mineração e de cortar e lavrar madeira, classificadores de correspondência e carteiros, tintureiros, barbeiros, cabeleireiros, manicures e pedicures, dedetizadores, vendedores, trabalhadores de costura e estofadores, pedreiros, trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas, de fabricação e confecção de papel e papelão, trabalhadores em serviços de proteção e segurança pessoal e patrimonial, trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem, garçons, cobradores de transportes coletivos, barmen, pintores, encanadores, soldadores, chapeadores, montadores de estruturas metálicas, vidreiros e ceramistas, fiandeiros, tecelões, tingidores, trabalhadores de curtimento, joalheiros, ourives, operadores de máquinas de escritório, secretários, datilógrafos, digitadores, telefonistas, operadores de telefone e de telemarketing, atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros, trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações, mestres e contramestres, marceneiros, trabalhadores em usinagem de metais, ajustadores mecânicos, montadores de máquinas, operadores de instalações de processamento químico e supervisores de produção e manutenção industrial.

Já o terceiro piso, de R$ 505, abrange os administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compras e de vendas, agentes técnicos em vendas e representantes comerciais, operadores de estação de rádio e de estação de televisão, de equipamentos de sonorização e de projeção cinematográfica e técnicos em eletrônica.
Acesse nosso site: www.deolhonosdeputados.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Quem não conhece a situação dos funcionarios publicos do Executivo do Estado de SP, acredita que ganham muito bem, pois os meios de comunicação passam essa ideia. O que não é verdade.
Parabens ao Dep. Hamilton Pereira (PT) por estar sensivel a esse problema.
O SALÁRIO BASE base do Judiciário e do Poder Legislativo é diferente dos funcionário do Executivo. Este salário serve como base para o calculo do total do que o funcionário ganha, como por exemplo do SALARIO FAMILIA, que é uma ajuda de custo ao funcionário que tem filhos menores, e essa "ajuda", pasmem, é de R$ 0,40, isso mesmo, menos de 1 real.
Portanto, se o Governador tem a boa intenção de melhorar a vida das pessoas em geral, não pode esquecer aqueles da sua propria casa. Alias faz muitos anos que não temos reajustes do salario para acompanhar a inflação.
Então nada mais justo do que a iniciativa do Dep. Hamilton.
Espero que os deputados se sensibilizem por essa causa.
Atenciosamente,
Enio.

Anônimo disse...

APENAS ALGUAMS COMPARAÇÕES SE É QUE PODEM SER FEITAS:
1- SALARIO DO MAESTRO DA SALA SÃO PAULO=(CEM MIL REAIS)R$100.000,00
2- SALARIO DO GOVERNADOR= 22.000,00
3- SALARIO DO SECRETARIO DE ESTADO DA CULTURA = =OU-R$ 12.000,00
4- FUNCIONARIO CONTRATADO DA SECRETARIA DE ESTADO DA CU(R)TURA= R$1.800,00
5- FUNCIONÁRIO PUBLICO CONCURSADO DA SECRETARIA DE ESTADO DA CU(R)TURA= R$510,00 = R$17,00/DIA = UMA REFEIÇÃO....(DEZESSETE REAIS/DIA)!!