terça-feira, 13 de maio de 2008

Desapropriação da Santa Casa e lojas em Santo Amaro

Comerciários, comerciantes e moradores em geral da região de Santo Amaro (Capital) protestam contra as desapropriações do Metrô para a construção da futura estação da Linha 5 - Lilás, na avenida Adolfo Pinheiro.

Embora a população de Santo Amaro seja favorável à construção de uma estação do Metrô na região, o questionamento refere-se à área escolhida para ser desapropriada. Estudos iniciais realizados pela Companhia do Metrô indicavam uma determinada área, onde um número menor de imóveis seriam desapropriados. Posteriormente, foi anunciada a escolha de uma nova área, a cerca de 120 metros de distância do local original, mas com 147 imóveis, entre eles, uma galeria com 98 lojas, além de outros estabelecimentos comerciais que, se desapropriados, irão representar o fechamento de dez mil postos de trabalho.

Também está prevista a desapropriação de cerca de 800 metros do prédio da Santa Casa do bairro (foto acima).Metrô se justificaNa reunião da Comissão de Transportes e Comunicação da Assembléia, em 7/5, o técnico do Metrô, Sergio Avelleda, explicou que a linha 5 – Lilás - quando pronta atenderá 195 milhões de passageiros por ano e que cada estação é planejada em função de vários parâmetros.

Os que determinaram a localização da estação Adolfo Pinheiro, são desde a proximidade com hospitais, escolas e o comércio, até o zoneamento, que desaconselha a construção de estação em área estritamente residencial. Avelleda disse que uma mudança de localização é problemática porque, ao mudar o eixo de influência, a estação pode não atingir os usuários do comércio. Isso ocorre principalmente se a estação estiver afastada mais do que 500 metros do passageiro, o que o faz optar por um transporte alternativo.

Além disso, a estação deslocada de onde está iria oferecer dificuldades técnicas muito maiores porque não há, na direção de deslocamento do metrô, nenhum espaço próximo onde caiba uma estação.Os deputados Major Olímpio (PV), Antonio Mentor (PT) e Enio Tatto (PT), ao lado dos manifestantes nas reivindicações, disseram que acreditam que possa haver alternativas técnicas que causem menos problemas à população. Está sendo marcada uma audiência pública para a discussão da questão, entre o Metrô e a população da região.

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