
A violência nos estádios de futebol é tema de discussão entre os deputados da Comissão de Segurança Pública. Em 7/5, a Comissão recebeu o comandante do 2.º Batalhão do Policiamento de Choque da Capital, tenente-coronel PM Carlos Botelho Lourenço, para debater questões relativas aos episódios de violência ocorridos nos estádios do Estado de São Paulo.
O tenente-coronel Botelho exibiu alguns vídeos, como o da invasão do estádio do Pacaembu por torcedores, em que a tropa de choque teve de recuar, cinco PMs saíram feridos e 48 torcedores foram detidos por agressão e liberados em seguida. De acordo com Botelho, o fator emoção, a ingestão de bebidas alcoólicas e a presença de farto material para arremesso favorecem a ação dos agressores.
Botelho revelou que, muitas vezes, a Polícia Militar que barra a entrada do público excedente nos estádios é vista como vilã, mas que a medida é essencial para garantir a segurança. "Excesso de público é uma verdadeira bomba armada", assegura.Para o promotor público, Paulo Sérgio de Castilho, que também compareceu à reunião, a proximidade das sedes de torcidas organizadas com os estádios também agrava a situação. O promotor defende uma punição mais severa aos agressores e vai sugerir ao ministro da Justiça, Tarso Genro, medida nesse sentido. Segundo Castilho, a sensação de impunidade estimula a reincidência.
O tenente-coronel Botelho exibiu alguns vídeos, como o da invasão do estádio do Pacaembu por torcedores, em que a tropa de choque teve de recuar, cinco PMs saíram feridos e 48 torcedores foram detidos por agressão e liberados em seguida. De acordo com Botelho, o fator emoção, a ingestão de bebidas alcoólicas e a presença de farto material para arremesso favorecem a ação dos agressores.
Botelho revelou que, muitas vezes, a Polícia Militar que barra a entrada do público excedente nos estádios é vista como vilã, mas que a medida é essencial para garantir a segurança. "Excesso de público é uma verdadeira bomba armada", assegura.Para o promotor público, Paulo Sérgio de Castilho, que também compareceu à reunião, a proximidade das sedes de torcidas organizadas com os estádios também agrava a situação. O promotor defende uma punição mais severa aos agressores e vai sugerir ao ministro da Justiça, Tarso Genro, medida nesse sentido. Segundo Castilho, a sensação de impunidade estimula a reincidência.
Castilho defende a criação de uma força-tarefa em São Paulo, com o comprometimento de todos os setores envolvidos na questão de responsabilização dos envolvidos nos confrontos: o promotor, o delegado e o juiz.
O tema continuará na pauta, uma vez que a Comissão aprovou requerimento que prevê convite ao presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Pólo Del Nero, para debater a violência nos estádios. Também no dia 20/5, aconterá Audiência Pública para discutir o projeto de lei 763/2007 (deputado Fernando Capez - PSDB), que trata da localização e horário de entrada e saída das torcidas organizadas nos estádios de futebol.
Torcedores cadastrados
O deputado Conte Lopes (PTB) protocolou, nos últimos dias, o projeto de lei (316/2008) que propõe que todos os torcedores que participarem de brigas, rixas e confusões nos estádios de futebol, nas proximidades do estádio ou ônibus de torcida, terão seus nomes relacionados pela polícia e serão cadastrados na Secretaria de Segurança Pública. Estes torcedores ficarão proibidos de entrar, participar, e assistir qualquer jogo de futebol realizado no Estado.
Ainda segundo o projeto de lei, os torcedores cadastrados deverão apresentar-se na delegacia da área, em todas as datas em que ocorrerem os jogos do seu time, pelo período de doze meses a partir da data da ocorrência e o não comparecimento implicará na prestação de serviços comunitários. Mas para ser lei precisa ir a votação e o Plenário aprovar.
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