quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Greve na Polícia Civil: Deputados pedem negociação entre governo e policiais para por fim a paralisação

A grande parte dos pronunciamentos dos deputados em plenário, na terça-feira (12/8), foi a respeito da greve dos policiais civis do Estado, que teve início nesta quarta (13/8). Os deputados pediram maior empenho do governo do Estado nas negociações para por fim ao impasse que prejudica toda a sociedade.

Os policiais reivindicam recomposição das perdas salariais, valorização das carreiras policiais civis e reestruturação da Polícia Civil com participação da categoria na discussão do projeto e, segundo o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo, José Martins Leal, as propostas apresentadas pela Secretaria de Gestão Pública, na noite de segunda-feira (11/8), não contemplam as expectativas da categoria. O delegado-geral da Polícia Civil, Maurício José Lemos Freire, e representantes do movimento grevista desejam negociar diretamente com o governador, José Serra. “O governador não nos recebeu. Mas é ele quem decide tudo”, disse Freire.

O policiais ressaltam que serão mantidos apenas os serviços essenciais no dia-a-dia das unidades policiais e, em carta aberta à população, entidades representantes dos policiais questionam: “A quem interessa uma polícia ineficente? A quem interesse uma polícia desmotiva? A quem interessa uma polícia desmoralizada?” Em outro material, as entidades de policiais que estão convocando a manifestação afirmam: “Policial que não luta pelo salário não precisa dele!”.

Pronunciamentos

. A paralisação dos policiais civis é um alerta ao governador sobre a situação do funcionalismo em geral, disse Luiz Carlos Gondim (PPS).

. "Quem está parando a polícia paulista é o governador", disse Olímpio Gomes (PV). Ele afirmou que a greve foi deflagrada por conta da "intransigência e insensatez do governo do Estado". Impedida por lei a aderir ao movimento, "a família policial militar está apoiando a causa da Polícia Civil", disse o deputado, que completou afirmando que o movimento é sério e busca resgatar a dignidade dos servidores da segurança pública.

. O salário dos policiais civis de São Paulo é o menor do Brasil, disse Hamilton Pereira (PT) ao solidarizar-se com a greve. O deputado denunciou a existência de circular oriunda da Delegacia Geral de Polícia ameaçando os policiais de punições, como processos administrativos e transferências, caso não compareçam ao trabalho. "Só não teremos o caos no Estado porque a PM estará atuando, embora os policiais militares apóiem o movimento por melhores salários", finalizou.

. O deputado Carlos Giannazi (PSOL) criticou a política salarial no Estado para com os servidores estaduais de todas as áreas. O deputado reclamou de liminar impetrada pelo governador para impedir a veiculação de anúncio sobre a paralisação na televisão, o que considerou cerceamento da liberdade de expressão. Giannazi criticou a forma como o governo trata os servidores públicos estaduais e lamenta a política de avaliação que o Executivo paulista quer implementar no serviço público. "Essa política perversa é prejudicial a todos os servidores", comentou.

. O deputado Mário Reali (PT) criticou a política de gratificações do governo do Estado e disse que é urgente a criação de uma política séria salarial para o funcionalismo estadual. "É uma vergonha o Estado de São Paulo, o estado mais rico da nação, pagar os piores salários no setor da segurança. Sabemos muito bem que para se prestar um serviço público de qualidade é fundamental a valorização dos servidores em todas as áreas", declarou o deputado.

. Ao comentar as reivindicações salariais dos policias civis e militares do Estado, o deputado Ed Thomas (PSB) acredita que a Assembléia Legislativa tem importante papel nesse processo. O deputado elogiou os trabalhos das polícias Civil e Militar e disse ter certeza que o governador será sensível às reivindicações dos profissionais da segurança. "O maior Estado da nação tem as melhores polícias do país", enfatizou.

. O deputado Edson Ferrarini (PTB) apelou ao bom senso do governo e pediu que ele atenda às reivindicações das polícias. "O abono " mecanismo que beneficia apenas os policiais da ativa "é odioso e persegue os aposentados e pensionistas." Segundo o parlamentar, ao ir para a reserva o policial perde 40% dos seus vencimentos.

Policiais anunciam greve para dia 13 de agosto

Os deputados Major Olímpio Gomes (PV), Carlos Giannazi (PSOL), Conte Lopes (PTB), Mauro Bragato (PSDB) e Hamilton Pereira (PT) falaram em plenário sobre a manifestação anunciada para o próximo dia 13 de agosto, pelos servidores públicos da área da segurança pública, especificamente os policiais civis que alegam baixíssimos salários e precárias condições de trabalho.

O deputado Olímpio Gomes criticou a liminar que o governo do Estado obteve da Justiça para suspender a exibição da propaganda que fala sobre a greve da Polícia Civil. O major disse que, embora o Executivo tenha conseguido impedir a veiculação da propaganda na Rede Globo, a Campanha do Basta foi exibida nas redes Bandeirantes e Record, além de estar disponível nos sites
www.comitedocidadao.com.br e www.majorolimpio.com.br.

Giannazi também criticou o governador José Serra, que segundo o deputado, ao mesmo tempo em que diz ser favorável à revogação da Lei de Imprensa (concebida na época da ditadura), age de modo contraditório, ao negar aos servidores o direito de se manifestar em um canal de televisão.
Outro deputado a falar sobre as dificuldades da polícia foi Conte Lopes. Na sua opinião, o Executivo deve analisar melhor a questão salarial das policias civil e militar. "Se existem falhas na segurança, elas não são de responsabilidade das polícias, que trabalham muito bem, mas da Justiça, que solta os bandidos presos."

Hamilton Pereira manifestou solidariedade à greve dos policiais civis do Estado de São Paulo. "A segurança pública é preocupação constante da população paulista, aparecendo em todas as pesquisas de opinião mas, infelizmente, essa voz não tem eco junto ao governo Serra", declarou o parlamentar.

Ainda segundo Major Olímpio os policiais estão morrendo de fome e vão desencadear uma paralisação se não houver sinalização de uma possível reposição salarial. Para o parlamentar, essa paralisação não tem data para terminar e quem sofrerá as conseqüências é a população, que terá a força policial diminuída.

Já o deputado Mauro Bragato afirmou que o governador José Serra faz um trabalho para a valorização do servidor estadual. “Serra enviará projeto à Assembléia para beneficiar cerca de 10 mil funcionários do DER e já enviou o PLC A grande parte dos pronunciamentos dos deputados em plenário, na terça-feira (12/8), foi a respeito da greve dos policiais civis do Estado, que teve início nesta quarta (13/8). Os deputados pediram maior empenho do governo do Estado nas negociações para por fim ao impasse que prejudica toda a sociedade.

Os policiais reivindicam recomposição das perdas salariais, valorização das carreiras policiais civis e reestruturação da Polícia Civil com participação da categoria na discussão do projeto e, segundo o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo, José Martins Leal, as propostas apresentadas pela Secretaria de Gestão Pública, na noite de segunda-feira (11/8), não contemplam as expectativas da categoria. O delegado-geral da Polícia Civil, Maurício José Lemos Freire, e representantes do movimento grevista desejam negociar diretamente com o governador, José Serra. “O governador não nos recebeu. Mas é ele quem decide tudo”, disse Freire.

O policiais ressaltam que serão mantidos apenas os serviços essenciais no dia-a-dia das unidades policiais e, em carta aberta à população, entidades representantes dos policiais questionam: “A quem interessa uma polícia ineficente? A quem interesse uma polícia desmotiva? A quem interessa uma polícia desmoralizada?” Em outro material, as entidades de policiais que estão convocando a manifestação 35 para atender as categorias dos fiscais da Secretaria da Fazenda”, frisou Bragato. Para o parlamentar, a solução é sempre o diálogo e fez um apelo para que as entidades que representam os servidores da segurança pública joguem as fichas numa negociação e evitem a greve.
Outra greve anunciada

O deputado Adriano Diogo (PT) manifestou sua preocupação com a situação de todos os hospitais estaduais e com a anunciada greve dos médicos do Hospital do Servidor, a ser deflagrada em 14 de agosto, em protesto contra a falta de condições de trabalho e em defesa da manutenção da residência médica.


Será que voltarão todos os presos que receberam o indulto do Dia dos Pais?
O deputado Conte Lopes (PTB) em discurso na tribuna do plenário alertou sobre possíveis ações de presos durante a comemoração do Dia dos Pais, ao declarar ter informações sobre esta probabilidade e disse que os policiais civis e militares precisam ficar atentos.

As informações do deputado realmente eram “quentes”, basta verificarmos as ocorrências do final de semana envolvendo presidiários beneficiados com o indulto do Dia dos Pais.

Já na sexta-feira (8/8), poucas horas após deixar o presídio, um preso beneficiado com saída por causa do Dia dos Pais roubou um caminhão com comparsa na Marginal Pinheiros, na Capital. Eles bateram em seis carros, houve perseguição policial, tiroteio e o preso morreu.

Mil e um presos que cumprem o regime semi-aberto em São Paulo receberam da Vara de Execuções Criminais paulista indulto para passar o Dia dos Pais nas ruas, segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Os beneficiados começaram a deixar as unidades prisionais na manhã de sexta-feira (8/8) e devem retornar até 17 horas do dia 11 (segunda-feira). Para conceder o indulto, a Justiça avalia requisitos como a conduta carcerária, cumprimento de um sexto da pena e se é condenado primário.

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