terça-feira, 12 de agosto de 2008

Oposição quer a investigação de contratos entre o Siemens e o governo de SP

A bancada dos deputados do PT, em coletiva à imprensa (5/8), apresentou a relação dos 146 contratos da empresa com o governo do Estado de São Paulo de 1990 a 2008, que totalizam R$ 2,75 bilhões e alguns foram julgados como irregular pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Os contratos considerados irregulares pelo TCE totalizam cerca de R$ 88 milhões e foram feitos com 16 empresas estatais como a CPTM, DER, Eletropaulo, CESP, CTEEP e Metrô; e as irregularidades estão desde o processo de licitação até os aditamentos em valores e prazos.

“A maioria dos problemas apresentados nos contratos da Siemens com os governos tucanos está nos aditamentos dos valores. Pela lei, o máximo que pode ser aditado (acrescido) é 25%. No contrato do Rodoanel, por exemplo, esse montante chega a 85%”, enfatizou o líder da Minoria, o deputado petista Enio Tatto.

O líder petista, deputado Roberto Felício disse que a oposição na Assembleía Legislativa quer a apuração dos fatos e que vai iniciar a coleta de assinaturas para a abertura de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito.

Os deputados do PT de São Paulo também encaminharam representação ao Ministério Público para a abertura de investigação sobre os contratos da empresa alemã Siemens com o governo paulista. Os petistas vêem semelhança entre o modo de ação dos alemães e o esquema de propina que a francesa Alstom está sendo acusada de exercer. A Justiça alemã acusa a Siemens de pagar suborno a autoridades da Rússia, da Nigéria e da Líbia. Um dos ex-diretores da companhia contou aos magistrados alemães que houve pagamentos a autoridades do Brasil."Há evidências de pagamento de propina ao governo de São Paulo. São vários os contratos considerados irregulares pelo Tribunal de Contas", afirmou Roberto Felício (PT). Alguns são em parceria com a Alstom.

Para o líder do governo na Assembléia, Barros Munhoz (PSDB), a denúncia é eleitoreira. "É uma jogada para beneficiar a Marta contra o Alckmin", disse, em referência ao ex-governador e candidato tucano à Prefeitura de São Paulo. Geraldo Alckmin classificou como "politicagem" a iniciativa da bancada do PT. Segundo ele, não há problemas em investigar os contratos, mas "não há nenhum fato, nada". A Siemens, por meio de nota, informou "que todos os contratos de fornecimento aos órgãos governamentais pela empresa foram realizados de acordo com a legislação, seguindo rigorosos procedimentos licitatórios, obedecendo aos critérios preestabelecidos pelos órgãos competentes".
* com informações da Agência Estado e
www.ptalesp.org.br

Nenhum comentário: