segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Nepotismo: deputados têm até dia 3 para informarem parentes empregados


Até o momento, não há um balanço oficial na Assembléia Legislativa paulista sobre o efeito da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe o nepotismo nos Três Poderes.
A Assembléia paulista parece enfrentar dificuldades para fazer valer a decisão da Suprema Corte. Há dificuldades para fiscalizar e descobrir se um funcionário é ou não parente do deputado para quem ele trabalha, já que em muitos casos o parente nem possui o mesmo sobrenome do político que o contratou.

No dia 27/8, o presidente da Casa, deputado Vaz de Lima (PSDB), publicou ato que dá prazo de cinco dias para os deputados informarem ao Departamento de Recursos Humanos o nome de eventual (is) servidor (es) ocupantes de cargo de provimento em comissão ou exercentes de função gratificada, lotado (s) em seu Gabinete, incluído o
de Liderança, em situação de desconformidade como os parâmetros estabelecidos na súmula nº 13 do STF.

O ato também determina ao Secretário Geral de Administração a imediata adoção de providências, visando apurar a existência de eventuais servidores ocupantes de cargo de provimento em comissão ou exercentes de função gratificada, lotados em cada uma das unidades da área administrativa, igualmente em descompasso com as diretrizes preconizadas pela súmula. Depois de identificados, a previsão é de exoneração em até 10 dias.

O STF estabeleceu que devem ser exonerados o companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Assembléia não fez a “lição de casa”

Aguardando para serem votados, três projetos de leis que determinamm o fim do nepotismo na Assembléia de São Paulo e nos três poderes do Estado permanecem na fila para serem votados. São eles, o projeto de lei 249/2005 (autoria do deputado Pedro Tobias – PSDB); o projeto de resolução 16/2005 (autoria do deputado Sebastião Almeida – PT); e o projeto de lei 150/2007 (autoria da deputada Célia Leão – PSDB).

Em discurso na tribuna do plenário, Pedro Tobias (PSDB) agradeceu ao Supremo Tribunal Federal por ter "aprovado" seu projeto que proíbe o nepotismo. Tobias afirmou que se de um lado ficou muito feliz com a decisão, por outro lado ficou muito triste porque a Assembléia Legislativa não votou o projeto de sua autoria que estabelecia tal proibição no Estado de São Paulo. Pelo contrário, o Legislativo nunca levou o projeto à votação. Também ao comentar a aprovação, pelo Supremo Tribunal Federal, o deputado Donisete Braga (PT), opinou que o Congresso Nacional perdeu uma grande oportunidade de legislar sobre o tema, de extrema relevância para os servidores públicos. "A medida resgata a dignidade e valoriza os servidores", avaliou.

O líder do PT, deputado Roberto Felício, explicou que há três anos a bancada petista insiste para a deliberação de proposta contra o nepotismo, mas encontrou resistências na base do governo, mesmo com a existência de proposituras no mesmo sentido de autoria de deputados do PSDB.
“A democracia pressupõe igualdade de tratamento e de oportunidades para todos os cidadãos, o que é incompatível com a existência de privilégios para alguns. O projeto do petista Sebastião Almeida, que não foi votado pelos deputados de São Paulo, estabelecia o fim da prática do empreguismo discricionário”, esclareceu o líder do PT.

Até o momento, não há um balanço oficial na Assembléia Legislativa paulista sobre o efeito da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe o nepotismo nos Três Poderes.
A Assembléia paulista parece enfrentar dificuldades para fazer valer a decisão da Suprema Corte. Há dificuldades para fiscalizar e descobrir se um funcionário é ou não parente do deputado para quem ele trabalha, já que em muitos casos o parente nem possui o mesmo sobrenome do político que o contratou.

No dia 27/8, o presidente da Casa, deputado Vaz de Lima (PSDB), publicou ato que dá prazo de cinco dias para os deputados informarem ao Departamento de Recursos Humanos o nome de eventual (is) servidor (es) ocupantes de cargo de provimento em comissão ou exercentes de função gratificada, lotado (s) em seu Gabinete, incluído o de Liderança, em situação de desconformidade como os parâmetros estabelecidos na súmula nº 13 do STF.

O ato também determina ao Secretário Geral de Administração a imediata adoção de providências, visando apurar a existência de eventuais servidores ocupantes de cargo de provimento em comissão ou exercentes de função gratificada, lotados em cada uma das unidades da área administrativa, igualmente em descompasso com as diretrizes preconizadas pela súmula. Depois de identificados, a previsão é de exoneração em até 10 dias.

O STF estabeleceu que devem ser exonerados o companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta, em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Assembléia não fez a “lição de casa”

Aguardando para serem votados, três projetos de leis que determinamm o fim do nepotismo na Assembléia de São Paulo e nos três poderes do Estado permanecem na fila para serem votados. São eles, o projeto de lei 249/2005 (autoria do deputado Pedro Tobias – PSDB); o projeto de resolução 16/2005 (autoria do deputado Sebastião Almeida – PT); e o projeto de lei 150/2007 (autoria da deputada Célia Leão – PSDB).

Em discurso na tribuna do plenário, Pedro Tobias (PSDB) agradeceu ao Supremo Tribunal Federal por ter "aprovado" seu projeto que proíbe o nepotismo. Tobias afirmou que se de um lado ficou muito feliz com a decisão, por outro lado ficou muito triste porque a Assembléia Legislativa não votou o projeto de sua autoria que estabelecia tal proibição no Estado de São Paulo. Pelo contrário, o Legislativo nunca levou o projeto à votação. Também ao comentar a aprovação, pelo Supremo Tribunal Federal, o deputado Donisete Braga (PT), opinou que o Congresso Nacional perdeu uma grande oportunidade de legislar sobre o tema, de extrema relevância para os servidores públicos. "A medida resgata a dignidade e valoriza os servidores", avaliou.

O líder do PT, deputado Roberto Felício, explicou que há três anos a bancada petista insiste para a deliberação de proposta contra o nepotismo, mas encontrou resistências na base do governo, mesmo com a existência de proposituras no mesmo sentido de autoria de deputados do PSDB.

“A democracia pressupõe igualdade de tratamento e de oportunidades para todos os cidadãos, o que é incompatível com a existência de privilégios para alguns. O projeto do petista Sebastião Almeida, que não foi votado pelos deputados de São Paulo, estabelecia o fim da prática do empreguismo discricionário”, esclareceu o líder do PT.

Proibição de fumo entra em debate na Assembleía


Esta semana, os deputados estaduais devem iniciar os debates sobre o projeto de lei encaminhado pelo governador José Serra, em 28/8, que proíbe o fumo em ambientes de uso coletivo públicos ou privados, incluindo bares, restaurantes, boates, hotéis e áreas comuns de condomínios, em todo o território estadual.

A proposta do governo estadual veta o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos ou qualquer outro produto fumígeno em “recintos de uso coletivo”. O que compreende, dentre outros, os ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou de entretenimento, áreas comuns de condomínios, casas de espetáculos, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais, bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e drogarias, repartições públicas, instituições de saúde, escolas, museus, bibliotecas, espaços de exposições, veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer espécie e táxis.

De acordo com o projeto de lei, os locais precisarão fixar avisos sobre a proibição com os telefones e endereços dos órgãos de vigilância sanitária e de defesa do consumidor. Os responsáveis pelos estabelecimentos terão de advertir os fumantes sobre a proibição. Caso a pessoa insista, os donos podem pedir que ela saia do local, inclusive chamando a polícia, caso seja necessário. A idéia é que qualquer pessoa possa denunciar à vigilância sanitária ou ao Procon os locais onde a lei for desrespeitada.
Multa

Segundo o projeto, quem descumprir estará sujeito a sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, que inclui multa até a cassação da licença do estabelecimento.
O governador de São Paulo, José Serra, informou que as multas previstas para o fumo em ambientes fechados, tanto públicos como privados, vão de R$ 220 a R$ 3,2 milhões, no caso do Procon. Já as da Vigilância Sanitária, vão de R$ 148,80 a R$ 148 mil, e, no caso da nova lei, podem até ser somadas.
Segundo Serra, a punição prevista é apenas para os donos dos estabelecimentos. “Não estão previstas penas para os fumantes porque eles já têm a pena de fumar. Tem gente que é tão viciada, que é capaz de pagar a multa para fumar”, afirmou o governador.

Ritual

Estão excluídos do projeto os locais de culto religioso onde o fumo faça parte do ritual, instituições de saúde que tenham pacientes autorizados pelo médico a fumar, vias públicas, residências e estabelecimentos comerciais voltados ao consumo destes produtos, como charuterias.

Debate sobre o projeto

O governador José Serra disse esperar que a Assembléia aprove logo o projeto e que pode demorar até seis meses para o projeto estar aprovado e regulamentado.
O líder do governo na Assembléia, deputado Barros Munhoz (PSDB), acredita que a lei deve ser aprovada em 30 dias. "É uma lei de consenso. Ninguém vai se opor à aprovação", afirma. Também o líder do PT, deputado Roberto Felício, se mostrou favorável a lei, mas não descartou a hipótese do debate.

Outro deputado da oposição, Carlos Giannazi (PSOL) afirmou que a iniciativa do governador de enviar à Assembléia um projeto de lei proibindo o fumo em lugares fechados é "uma medida necessária".
Mas precavido, o deputado Simão Pedro (PT), que considera a medida positiva para a saúde pública, aponta a necessidade de discutir pontos controversos. "O projeto tem um princípio muito punitivo e exagera quando proíbe o fumo em ambientes coletivos de condomínio, por exemplo." O deputado considera real o risco de ferir liberdades individuais e manifesta o desejo de discutir o projeto em audiências com especialistas. Muito embora avalia que o governo pode utilizar a maioria na Assembléia para aprovar o projeto sem debates prévios.

Deputados apóiam reajuste para policiais e aguardam projeto do governo

Na Assembléia Legislativa de São Paulo, os deputados da oposição manifestam seu apoio às reivindicações dos policiais e aguardam o prometido projeto de lei sobre a carreira dos policiais civis e militares.

O deputado Major Olímpio Gomes (PV) reafirmou que, até o momento, o governador ainda não encaminhou à Assembléia nenhum projeto de lei referente à reestruturação de carreira dos policiais. Dia 27 de setembro, o deputado disse que: "Faz 15 dias que o comando geral da Polícia Militar encaminhou, via intranet, comunicado dizendo que o governador apresentaria à Assembléia projeto de lei referente à reestruturação da Polícia Militar, mas, até agora, nada aconteceu". O deputado considerou o fato um desrespeito para com a polícia.

Policiais civis

O governo do Estado e os policiais civis têm até 4 de setembro para entrarem em acordo sobre a campanha salarial da corporação. Foi o que determinou o Tribunal Regional do Trabalho, após a manifestação do dia 13 de agosto, que paralisou parcialmente delegacias por todo o Estado de São Paulo. Os policiais ameaçam entrar em greve, caso não sejam atendidas a reivindicação de reajuste salarial de 58%, eleição para delegado-geral do Estado, entre outras.

O secretário de Gestão do Estado de São Paulo, Sidney Beraldo, considera "irreais" e "inconstitucionais" as reivindicações dos funcionários da Polícia Civil, citando como exemplo a proposta de escolha do delegado-geral por meio de eleição. Beraldo afirma que o reajuste pedido pelos policiais oneraria em R$ 8 bilhões o governo, o que dobraria a folha de pagamento da SSP. "O governo busca um entendimento que contemple a valorização da polícia, dentro das possibilidades orçamentárias do Estado."

Em nota, a bancada do Pt afirmou que seus deputados “defendem o direito constitucional dos manifestantes, condena as medidas coercitivas aplicadas e pondera no sentido do governo retomar o processo de diálogo e, em parceria com os trabalhadores, constituir um acordo que possibilite aos agentes da polícia civil paulista um serviço de melhor qualidade de segurança pública”.

Na última sexta-feira (29/8), o deputado Major Olímpio (PV) afirmou na tribuna que se o governo do Estado não apresentar uma proposta "concreta e decente" para atender as reivindicações trabalhistas dos policiais, a categoria deverá entrar em greve. "Não queríamos que se chegasse a esse ponto, mas o governador não tem demonstrado nenhum respeito pela polícia", disse Gomes. Ele promete aproveitar a parada militar de 7 de Setembro para manifestar-se "física e efusivamente" contra a atitude do Executivo nessa questão: vai chegar mais cedo, ocupar o a arquibancada diante do palanque oficial e tentar chamar a atenção da população para o que tachou de "massacre do funcionalismo público".

Segundo Gomes, falta investimento na Segurança Pública: "No Orçamento deste ano, os recursos destinados à polícia ostensiva, por exemplo, são 28% menores do que os do ano passado", frisou. "Com isso, não há retorno para a sociedade". De todos os crimes que ocorrem no Estado, apenas 5% são apurados pela polícia, "justamente por falta de recursos".

Afirmando ser preocupante a defasagem entre os salários de delegados do Estado de São Paulo e os de outros estados, o deputado Fernando Capez (PSDB) ressaltou a excelente qualificação desses servidores " reconhecida internacionalmente, segundo ele " e desejou êxito às negociações referentes ao piso salarial da polícia civil.

Policiais militares

Em 25/8, cerca de 100 policiais militares participaram de uma manifestação na Praça da Sé, no centro da Capital. A categoria pede um reajuste de 62% para repor perdas dos últimos 12 anos. Além do aumento, a PM quer a incorporação aos vencimentos de todas as gratificações e uma reestruturação do plano de carreira.

A Secretaria de Gestão Pública informou que as reivindicações serão analisadas, mas ainda não há uma previsão de quando ocorrerá uma resposta.

Em apoio à causa dos policiais, o deputado Donisete Braga (PT) salientou que os policiais precisam ter motivação para defender a sociedade, através de um salário justo e digno. Também o petista Marcos Martins destacou a necessidade de dotar as polícias de São Paulo de uma estrutura condizente com sua importância para o seu bom funcionamento.

Projeto corrige injustiça para as mulheres na Polícia Militar

Em discussão há oito anos na Assembléia Legislativa, em agosto, os deputados aprovaram projeto (PLC 09/2000), de autoria do deputado Zico Prado (PT), que oferece às policiais femininas um tratamento coerente, "como estabelecem os princípios constitucionais da isonomia e da eqüidade", conforme a justificativa do projeto.

O projeto aprovado e que seguiu para a sanção do governador José Serra, garante às praças da Polícia Militar Feminina (soldados, cabos, sargentos e subtenentes) o direito de passagem à inatividade após 25 anos de serviço, cumulativamente com promoção ao posto imediatamente superior. Por posto imediatamente superior às graduações de 1º sargento feminino e subtenente feminino entende-se o de 2º tenente feminino. Histórico do benefício A Lei Complementar 418, de 24 de outubro de 1985, instituiu a promoção ao posto ou graduação imediatamente superior a todos os componentes do serviço ativo da Polícia Militar do Estado quando estes passassem à inatividade, desde que contassem com pelo menos 30 anos de serviço.


O benefício era extensivo a todas as patentes da corporação, exceto à de coronel PM, uma vez que é vedado às milícias estaduais a criação de postos de oficiais generais. Em contrapartida, os coronéis passaram a ter direito a um acréscimo de 20% em seu padrão de vencimentos, desde que tivesse permanecido ao menos 18 meses no posto, exigência que deixou de ser necessária no ano seguinte, com a promulgação da Lei Complementar 472, de 7 de julho de 1986.

Com a Lei Complementar 673, de 30 de dezembro de 1991, o benefício ficou restrito aos praças, de forma que a maior patente a ser alcançada com a passagem para a inatividade seria a de 2º tenente, posto imediatamente superior ao de subtenente. Já a Lei 8.992, de 23 de dezembro de 1994, tentou adaptar a legislação que rege as carreiras da Polícia Militar às disposições da Constituição Federal de 1988, que exige das mulheres, em relação aos homens, cinco anos a menos de exercício profissional.

Assim, a reforma, a pedido, poderia ser concedida ao praça que contasse com 30 anos de efetivo serviço, se homem, ou 25 anos, se mulher. A referida lei não explicitou, entretanto, que as policiais mulheres teriam direito à promoção com o pedido de passagem para a inatividade. A Lei 8.992/1994, entretanto, não está em vigência, já que o Executivo interpôs ao Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN nº 76.072-0/9) que foi julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal.
O acórdão, entretanto, ainda não transitou em julgado, uma vez que foram opostos embargos de declaração.

O PLC 09/2000 agora aprovado pelo Plenário da Assembléia pode pôr fim a discussão.

IPVA de carro roubado será devolvido a partir de 2009

O Estado de São Paulo vai suspender o pagamento ou restituir os valores do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotivos (IPVA) de veículos furtados ou roubados em território paulista. A medida é retroativa a 1º de janeiro de 2008 e os valores estarão disponíveis aos contribuintes no ano seguinte ao crime.

Isso é o que determina o decreto que regulamenta a lei aprovada em plenário pelos deputados estaduais em 27 de maio/08, a partir do PL 1.393/2007.


Como será o benefício

O cálculo para restituição será realizado com base nos meses do ano em que o contribuinte ficar sem o veículo. O valor do IPVA devido será dividido por 12 e o contribuinte receberá a devolução do valor proporcional ao período do ano em que foi privado do bem. Por exemplo: se o contribuinte foi lesado em maio, a contagem do período será feita de junho a dezembro. Assim, no ano seguinte, ele terá disponível o correspondente a sete meses.

Segundo informações da Secretaria da Fazenda, não será necessário que os contribuintes comuniquem as ocorrências. A troca de informações será realizada entre a Secretaria da Segurança Pública e o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), que no momento do bloqueio do registro do veículo, por conta do delito, informará à Fazenda estadual. Até o dia 29 de fevereiro do ano seguinte, o órgão vai publicar no Diário Oficial do Estado a lista de contribuintes com direito à dispensa ou restituição. O valor estará disponível para saque na Nossa Caixa.

Investe São Paulo quer atrair investimentos e gerar empregos

Sete dias após aprovado em plenário pelos deputados, o projeto de lei que institui a agência Investe São Paulo foi publicado como a lei nº 13.179/2008, em 19/8. Trata-se do serviço social autônomo denominado Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade " Investe São Paulo, que segundo o governo do Estado, autor do projeto, inspirou-se no modelo das agências instituídas pelo Brasil para as áreas de exportação (Apex-Brasil) e desenvolvimento industrial (ABDI).

Contribuiu para a proposta de criar a Investe São Paulo o fato de o Estado não possuir um local único e específico onde o investidor pudesse obter as informações necessárias para tomar suas decisões de investimento. "O empresário que pretenda realizar um novo empreendimento ou uma expansão, seja ele nacional ou estrangeiro, enfrenta dificuldades de interlocução com o governo estadual devido à falta de uma entrada única para suas solicitações", alega o governadorPela lei, são atribuições da Investe São Paulo, entre outras, promover o ambiente de negócios; o desenvolvimento e a melhoria da competitividade do Estado; articular-se com entes públicos e privados, nacionais ou estrangeiros, para a promoção de oportunidades de negócios e de geração de emprego e renda; auxiliar os municípios paulistas no atendimento ao investidor e no desenvolvimento do ambiente de negócios e atrair novos investimentos, nacionais ou estrangeiros, bem como promover e estimular a expansão de empresas instaladas no Estado.

PT chama agência de engodo

Observando, em declaração de voto contra a aprovação do projeto, a bancada do PT afirma “que a pretendida agência, somada aos outros instrumentos já criados, não passa de um engodo para aprofundar o esvaziamento e o enfraquecimento do Estado, favorecendo o interesse privado em detrimento do interesse público”.

Para governo, é incentivo

Na opinião dos deputados da base governista, as agências de promoção de investimento (APIs) são instituições focadas no incentivo, na orientação e na facilitação do acesso aos governos, bem como na promoção das vantagens locais aos investidores estrangeiros. A criação de APIs tem sido uma das principais estratégias adotadas pelos países na concorrência mundial por investimentos diretos estrangeiros (IDE).

Licitação da linha verde do Metrô pode ter sido fraudada

Após as denúncias da última semana de direcionamento do vencedor da licitação para ampliação da linha 2 –verde, no trecho do Alto do Ipiranga até Vila Prudente do Metrô na Capital, a bancada do PT na Assembléia Legislativa, por intermédio de seu líder, deputado Roberto Felício, disse que poderá pedir a suspensão da licitação da obra.

O resultado da licitação para a ampliação da linha 2, no valor de mais de R$ 200 milhões, foi antecipado pela agência Folha Online oito horas antes da abertura dos envelopes. A antecipação mostra que a concorrência pode ter sido direcionada, de forma a dar vitória ao consórcio liderado pela Camargo Corrêa.

Roberto Felício disse que a Bancada do PT se reunirá, no próximo dia 2 de setembro, para debater o assunto e poderá pedir a suspensão da licitação. “Não acredito que a Camargo Corrêa tenha sido favorecida gratuitamente”, afirmou o líder do PT. Ele salienta que alguém pode ter sido beneficiado financeiramente ou politicamente. “São coisas que alimentam o caixa da campanha ou contas bancárias pessoais”, disse Felício. O deputado avalia que as irregularidades no metrô começaram na gestão de Mário Covas, mas perduram no governo de José Serra. “O Serra não substituiu os métodos”, afirmou o líder petista.

Para o Metrô, há uma "guerra de liminares e notas na imprensa" que tentam pôr em dúvida a "lisura dos procedimentos da companhia". A empresa atribuiu a antecipação do vencedor a um "tiro no escuro" que se mostrou correto.

O governador José Serra foi enfático ao dizer que: "eu posso assegurar que não houve nenhuma irregularidade ou alocação prévia". Ao ser questionado se o processo licitatório seria suspenso, ele disse: “Não. Só se houver alguma irregularidade comprovada".

Consórcio Camargo Corrêa/Queiroz Galvão venceu a licitação

O consórcio Camargo Corrêa/Queiroz Galvão apresentou a "melhor" proposta - R$ 219,7 milhões para executar a obra, ou seja, 12% acima dos R$ 196 milhões previstos pelo Metrô. A segunda colocada foi a Andrade Gutierrez, que pediu R$ 222,1 milhões. A terceira colocada foi a OAS (R$ 226 milhões). Para excluir quatro das oito empresas que disputavam a licitação, o Metrô usou um parecer técnico da Ieme Brasil, empresa contratada como projetista da 2-Verde. Ela prestou serviço à Camargo Corrêa.

O procedimento é contestado administrativa e judicialmente pelas perdedoras (Galvão/Engevix; Iesa Consbem/Serveng; Carioca/Convap/Sultepa; Tejofran/Somafel). Pela Lei das Licitações (nº 8.666), a Ieme não poderia participar nem "direta" nem "indiretamente" do processo. O Metrô informou a exclusão das quatro empresas no "Diário Oficial" do Estado de 26/8. Para fundamentar essa decisão, em vez de produzir um parecer próprio, a direção do Metrô usou o que a Ieme fez para a Camargo Corrêa. Ou seja, o Metrô usou o argumento de uma das concorrentes para desclassificar as demais. Para especialistas, o processo foi "contaminado".

Empresas são as mesmas da cratera em Pinheiros

As construtoras Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e OAS foram consideradas pelo Metrô as únicas aptas a participar da licitação, das que apresentaram proposta. As demais foram desconsideradas por não cumprir critérios jurídicos ou técnicos. A escolha dessas construtoras ocorreu em meio à polêmica: elas integram, ao lado da Odebrecht, o consórcio Via Amarela, responsável pela construção da linha 4-Amarela. Em janeiro de 2007, um dos canteiros de obra da linha ruiu, matando sete pessoas. As obras para a expansão da linha 2 - Verde até a Vila Prudente já começaram.

Semana do check-up para crianças entre 10 e 18 anos

A semana do Check-Up Juvenil é proposta do deputado Gilmaci Santos (PRB), que protocolou projeto (PL 551/2008) neste sentido. A ser realizada todos os anos na última semana do mês de janeiro, a Semana do Check-Up Juvenil será direcionada a pacientes com idade entre 10 e 18 anos e terá como objetivo a realização de exames com intuito de detectar inúmeros distúrbios como colesterol alto, diabetes, problemas de coração e hipertensão.

"Com largo alcance a bebidas alcoólicas, drogas e tabagismo, infelizmente, os adolescentes tornaram-se mais um grupo de risco. Exames preventivos podem contribuir efetivamente para identificar doenças e fatores de risco em estágios iniciais", concluiu Gilmaci Santos.

Após aprovada, a Semana do Check-Up Juvenil terá ampla divulgação na imprensa, inclusive, por meio de cartazes que deverão ser afixados nos postos de saúde, escolas e demais órgãos públicos estaduais o que incentivará a realização de exames preventivos por adolescentes.

Mas para ser lei, falta o Plenário aprovar.

Entidades recebem recursos de emendas parlamentares

. Águas de Lindóia - projetos de capacitação profissional e compra de equipamentos para a APAE – R$ 50 mil; projetos de capacitação profissional e compra de equipamentos para o Lar São Camilo de Lélis – R$ 55 mil (deputado Edmir Chedid – DEM)

. Americana - aquisição de equipamentos e materiais de uso permanente para a entidade Casa Dia – R$ 30 mil (deputado Edmir Chedid – DEM)

. Bragança Paulista - aquisição de equipamentos e materiais para a Associação bragantina Comenor – R$ 30 mil; verba para a realização de parte do campeonato Taça Cidade de Bragança, pela Liga Bragantina de Futebol – R$ 40 mil (deputado Edmir Chedid – DEM)

. Franca - aquisição de um novo microônibus para transporte dos alunos da APAE – R$ 50 mil (deputado Roberto Engler – PSDB)

. Itapuí - obras de conclusão da piscina de hidroterapia – R$ 45 mil (deputado Pedro Tobias – PSDB)

. Piracaia - compra de equipamentos e materiais para o refeitório, dormitórios e salas de atendimento para o Lar São Vicente de Paulo – R$ 50 mil (deputado Edmir Chedid – DEM)

. Socorro - aquisição de equipamentos e materiais de uso permanente para a entidade São Peregrino – R$ 30 mil (deputado Edmir Chedid – DEM)